Andrew Peterson e o casamento

Descobri o cantor Andrew Peterson há algum tempo, e tenho curtido demais o seu som. Essa música em especial trata da realidade do casamento, seus dilemas, mas a promessa e a aliança como instrumento para a sua estabilidade e continuidade. Aí vão dois vídeos, e a letra com tradução, retirada daqui.

O interessante do primeiro vídeo é ver a descrição que o autor faz de sua obra. É legal perceber a valorização dada por ele ao casamento. O segundo vídeo traz o clipe oficial da música.

A todos os que amam o casamento (e a pessoa com quem estão casados!): divirtam-se!

///Letra:

Dancing In The Minefields

I was nineteen, you were twenty-one
The year we got engaged
Everyone said we were much too young
But we did it anywayWe bought our rings for forty each
From a pawn shop down the road
We made our vows and took the leap
Now fifteen years ago

We went dancing in the minefields
We went sailing in the storm
And it was harder than we dreamed
But I believe that’s what the promise is for”I do” are the two most famous last words
The beginning of the end
But to lose your life for another I’ve heard
Is a good place to begin

‘Cause the only way to find your life
Is to lay your own life down
And I believe it’s an easy price
For the life that we have found

And we’re dancing in the minefields
We’re sailing in the storm
This is harder than we dreamed
But I believe that’s what the promise is for

So when I lose my way, find me
When I loose love’s chains, bind me
At the end of all my faith, till the end of all my days
When I forget my name, remind me

‘Cause we bear the light of the Son of Man
So there’s nothing left to fear
So I’ll walk with you in the shadowlands
Till the shadows disappear

‘Cause he promised not to leave us
And his promises are true
So in the face of all this chaos, baby,
I can dance with you

///Tradução:

Dançando Nos Campos Minados

Eu tinha dezenove e você vinte e um
No ano em que ficamos noivos.
Todos disseram que nós éramos muito jovens
Mas nós o fizemos mesmo assim.

Nós compramos nossos anéis por 40 cada
Em uma loja de penhor na estrada
Fizemos nossos votos e nos lançamos
Agora, quinze anos depois…

Nós fomos dançando nos campos minados
Nós fomos navegando na tempestade
E isso foi mais difícil do que nós sonhamos
Mas eu acredito que é em razão disso que há uma promessa

“Eu aceito” são as duas últimas palavras mais famosas.
O começo do fim.
Mas perder a sua vida por outro, eu ouvi dizer,
É um bom lugar para começar

Porque o único meio de achar a sua vida
É deixar de lado a sua própria vida
E acredito que este é um preço baixo
Pela vida que nós temos encontrado

Nós fomos dançando nos campos minados
Nós fomos navegando na tempestade
E isso foi mais difícil do que nós sonhamos
Mas eu acredito que é em razão disso que há uma promessa

Então, quando eu perder o meu caminho, encontre-me.
Quando eu soltar as correntes do amor, prenda-me.
No final de toda a minha fé, até o fim de todos os meus dias
Quando eu esquecer o meu nome, recorde-me.

Porque nós carregamos a luz do Filho do Homem
Então não há nada a temer
Então eu vou caminhar com você na terra das sombras
Até que as sombras desapareçam

Porque Ele prometeu nunca nos deixar
E Sua promessa é verdadeira
Então, na face de todo esse caos, amor,
Eu posso dançar com você.

03 de Março: aniversário de Ivonete Porto

Ainda na esteira do último post, um texto mais pessoal, uma declaração, como um presente, a minha esposa.

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Hoje é o aniversário da mais bela das filhas de Eva, como dia C. S. Lewis. A mulher escolhida por Deus para eu cuidar e liderar com amor sacrificial.

Sua espontaneidade me cativou – vozes, gestos, expressividade ao máximo. Exageros, às vezes. Mas alegria e vida em um olhar brilhante, pouco ou nada escondido sob mechas curtas de cabelo negro.

Sua inteligência me impressionou – articulação e posturas firmes, consistência teológica e interesse pelo saber. Amor em ajudar outros a conhecer, e dedicação intensa.

Seu estilo me alegrou. Simplicidade e despojamento. Coragem e iniciativa. Camisetas divertidas. All star. Mac (o notebook, não a maquiagem nem a lanchonete).

E o casamento nos tem proporcionado uma experiência de vida marcante e singular, com os problemas comuns aos relacionamentos humanos, mas uma dose especial de graça, que promove beleza, companheirismo, travessuras e sorrisos.

Neste dia nem tudo parece tão alegre, mas não interpretamos a realidade a partir das circunstâncias, e sim a partir das promessas e verdades do evangelho. Por isso é possível sorrir.

Você foi presenteada com a experiência de passar um aniversário fazendo algo muito mais significativo do que simplesmente recebendo elogios: seu presente foi curtir um aniversário servindo, tal qual a vida do nosso Mestre e Redentor.

Isto torna esta data ainda mais significativa.

Eu te amo por seu auxílio e caráter de serviço. Amo-te por submeter nossos projetos aos de Deus, e aceitar a Sua resposta. Amo-te por encontrar em você um exemplo.

Desejo a você um feliz aniversário – consciente da ação do Senhor. Que em mais um ano de vida a graça se manifeste poderosamente, aperfeiçoando o teu caráter e trabalhando o teu coração, para que você seja apresentada, com toda a igreja, como pura e imaculada, diante do Cordeiro.

Desejo que eu seja instrumento para a tua santificação, e que eu seja motivo da tua gratidão a Deus. Desejo ser um presente entre os que vais receber, um motivo de alegria, um canal da satisfação eterna em Jesus.

Parabéns, minha linda.

Tenha um grande dia.

Algumas razões para eu ser grato por minha esposa:

por ocasião de nosso aniversário de casamento

1 Sou grato por ela não ser tudo o que eu esperava de uma esposa. Deste modo Deus trata o meu coração, ajudando-me a corrigir minhas expectativas, e mostrando-me que o design dEle é bem melhor do que o meu. (Sem mencionar que, “de brinde”, em conhecê-la todos os dias eu ganho surpresas melhores do que as que eu esperava).

2 Sou grato por nossas diferenças de gosto, estilo, educação, etc. É assim que Deus me livra do meu individualismo e narcisismo, abrindo os meus olhos para o outro, e fazendo-me andar em um movimento para fora de mim e em direção à minha esposa. Deus trabalha o meu coração para que eu cresça em compreensão e amor prático, lidando com as diferenças. Deus quebra o meu egoísmo e idolatria, ajudando-me a servi-la em itens e momentos não interessantes para mim. Além disso, eu aprendo sobre novas perspectivas do mundo, e com os seus gostos e estilo eu percebo novas interpretações da realidade que enriquecem minha experiência.

3 Sou grato por seu jeito feminino e as manifestações de pecado envolvidas nele (Gn.3 – manipulação emocional, tentativa de controle, etc.). Deste modo Deus me desafia a um tipo de liderança no lar que resgate o ensino bíblico sobre a vocação do homem, e me encoraja a pensar e praticar formas criativas e amorosas de conduzir minha esposa com firmeza e sensibilidade. Deus me ensina a ser homem diante das nossas manifestações de pecado.

4 Sou grato por nossos conflitos.  Cada discussão e desentendimento é um exercício de amor sacrificial. Assim Deus me ensina a amar minha esposa como Jesus amou a Igreja e se entregou por ela (Ef.5). Nossos conflitos são dolorosos e difíceis, mas são grande oportunidades para compreensão mútua e crescimento no amor e na graça de Deus. Cada desentendimento é um momento para abrir mão das “vitórias e conquistas pessoais”, e buscar honrar a Deus por meio de servir o outro. Nem sempre servir significa permitir que o outro faça o que quiser, mas significa que o amor direciona as atitudes. Deus me ensina a pastorear a minha amada em nossos problemas, e demonstra os pecados e ídolos do meu coração – ensinando-me sobre o tanto que ainda preciso mudar para ser um marido adequado.

A gente se diverte!

5 Sou grato por sua doçura e feminilidade. Deus alimenta os meus olhos e coração ao me permitir ver e ouvir seus olhos, suas curvas, sua voz, seu perfume e seu jeito. O Senhor me preenche de amor e desejo de cuidar e guardar minha esposa de todas as maneiras possíveis. Deus me ensina que ela é filha dEle, e que eu sou Seu mordomo em cuidar dela. Agora mesmo ela está cheia de planos e idéias para celebrarmos o nosso aniversário de casamento logo mais. Ontem ela estava belíssima em um vestido longo e com o cabelo cortado. Seu jeito feminino me enriquece e alegra.

6 Sou grato por sua coragem e força. Mesmo sendo o vaso mais frágil (1 Pe.3.7), minha esposa possui coragem e força. Saiu de sua cidade para me acompanhar, abriu de seus empregos em Brasília para viver sob o meu sustento (mesmo que ela ainda trabalhe hoje), e prontificou-se a experimentar várias situações inteiramente novas em decorrência do casamento (mudança de igreja, de casa, de nome, etc., etc.). Sua força e coragem me desafiam a ser um homem melhor e mais digno da mulher que ela é.

7 Sou grato por nossa afinidade com a área teológica. Amo o fato de ela amar teologia e se envolver nisso tanto quanto eu. Sou profundamente agradecido por podermos assistir um filme e discutir sobre as cosmovisões nele apresentadas, ao mesmo tempo em que nos divertimos com as cenas mais bobas do mesmo. Agradeço a Deus porque o seu envolvimento com a área lhe faz compreender alguns dilemas do ministério pastoral e me apoiar nisso tudo com especial propriedade.

8 Sou grato por crescermos juntos em uma mentalidade voltada para o coração. Através do Centro de Pós-graduação Anrew Jumper (CPAJ) tivemos acesso a materiais e leituras que direcionaram a nossa perspectiva de Deus, dos homens e dos relacionamentos. Hoje crescemos juntos nessa mentalidade voltada para o coração, analisando nossos ídolos e motivações, e assim tendo uma prática matrimonial enriquecida, e que nos permite ajudar outras pessoas. Não bastam transformações comportamentais, ou ambientais, a dimensão do coração é mais profunda. Estamos crescendo nesse entendimento.

9 Sou grato por sua simplicidade. Minha esposa não exige muito para viver. É uma mulher simples e amável, que experimenta o contentamento sem muita dificuldade. Isso conforta o meu coração diante das possibilidades de prover para o lar, e diante dos nossos desafios orçamentários. Ao mesmo tempo, sua falta de exigências me desafia a lutar por crescimento, para oferecer a ela cada vez mais e melhor, para a glória de Deus, e para o seu cuidado.

10. Sou grato por nosso primeiro ano juntos. Muitas foram as experiências, encontros, desencontros, sorrisos, choros, palavras e silêncio. Deus nos supriu em cada momento. Deus recompensou o nosso amor – como o Rev. Wadislau diria. Deus alimentou o nosso amor. E Deus glorificou o Seu nome em nossa união. Aprendemos cada vez mais a viver com base na aliança, e isto é libertador.

Minha linda, sou grato por você. Grato principalmente a Deus, que dirige nosso caminho, e a você também.

Amo você, Ivonete Porto.

A Deus toda a glória.

“God is God, and God is good“

Já faz dois anos, mas parece que foi ontem. Eu assentada nas cadeiras do Andrew Jumper para assistir aulas, quase não prestei atenção no aluno que chegava um pouco atrasado. A desatenção do primeiro dia foi compensada no restante da semana, impressionada com sua inteligência e educação, dei espaço à amizade.
Amizade distante (aproximadamente 4.000 km) mas que foi aproximada com a teologia, a boa música, as camisetas engraçadas, as piadas, a internet e o serviço de telefonia móvel. Em poucos meses o garoto de São Luís estava sendo apresentado aos meus pais e à minha igreja como meu namorado.
Nesse período, que durou um pouco mais de um ano, a relação foi amadurecida com momentos de alegria, momentos de tristezas e crises e principalmente com a convicção de que é a graça de Deus que sustenta um relacionamento. A partir dessa certeza veio o noivado e hoje, o garoto de São Luis, enquanto escrevo esse texto, dorme calmamente ao meu lado na cama, pois já caminhamos para quatro meses de casados.
Nesta data em que ele comemora 26 anos, tenho motivos para agradecer a Deus por sua vida e por permitir que ele esteja ao meu lado. Sou abençoada e santificada com sua convivência e com a maneira como ele conduz o nosso lar. Deus é assim, mesmo sem merecermos ele nos agracia com coisas maravilhosas demais para nós. “God is God, and God is good“.

De quem é o espaço?

Estamos postando pouco, não? A ausência por aqui se dá pelo ritmo de início de casamento, aliado às outras atividades que desempenhamos – como o ministério na Igreja Presbiteriana do Renascença, e a plantação da Igreja Presbiteriana do Araçagy.

Até agora tudo tem caminhado bem. O maior desafio, de fato, é a organização do apartamento. O excesso de livros, os vários presentes para o lar (que recebemos de amigos e leitores!), e a pequena área do apê entram em conflito. E é aí que os testes começam.

Eu sempre prezei pelo meu espaço. Sem achar que eu exigia muito, queria apenas o meu cantinho em paz, para poder ler e escrever alguma coisa sem perturbação. Embora eu seja um pouco bagunceiro, certo nível de ordem era fundamental para que a concentração viesse, e a produção fosse possível.

E eis que me vejo casado, e com caixas e mais caixas de toalhas, pratos, potes, fôrmas, cabides, tapetes, livros, livros, livros e livros.

Dou uma olhada na bagagem. Passo os olhos pelo apartamento. Uma segunda encarada nas caixas.

Onde vai ficar esse negócio todo?

Aqui cabe uma digressão: o nosso apartamento [no qual eu morei sozinho por um ano e meio antes, e por isso já estava acostumado com certa rotina de coisas] possui algo em torno de 56 metros quadrados. Trata-se de uma pequena varanda que molha quando chove, uma sala, dois quartos, um banheiro e uma cozinha/área de serviço. Não há muito espaço.

Outra digressão: eu morei sozinho por todo o tempo mencionado acima, mas não havia comprado sequer um armário para guardar panelas e coisas do tipo. Montei umas prateleiras de plástico e me virei com aquilo (eu praticamente não cozinhava – apenas uma besteira de vez em quando).

As digressões acima são para demonstrar o ponto de que não havia espaço de sobra para as caixas, e nem uma cozinha organizada onde se pudesse guardar os potes-pratos-canecas-etc. Tudo deveria permanecer nas caixas, e ser guardado em algum lugar, até que comprássemos os móveis da cozinha.

A pergunta volta: Onde vai ficar esse negócio todo?

Quarto… não.
Sala… não.
Cozinha…não.
Escritório… escritório?

Era o lugar onde poderíamos guardar as coisas. E assim eu vi “o meu canto” se desfazer entre os meus dedos. O ambiente ficou tão cheio de caixas e aparente desordem, que se tornou difícil sentar em um ponto do quarto/escritório para estudar.

Obviamente isso gerou um desconforto, mas graças a Deus não houve discussões ou algo parecido por causa da “extinção do meu espaço”.

O fato é que a idéia do “meu espaço” deveria agora ser repensada. Passei a compartilhar a minha vida com alguém, e, mesmo que não sejamos obrigados a fazer tudo juntos, a perspectiva solitária-individualista sofre alterações.

Mais do que isso: se eu fechasse a compreensão da realidade apenas no incômodo que eu sentia, não perceberia como isso também era doloroso para a minha esposa. Não ter uma cozinha organizada, nem onde colocar os utensílios, não ter como tirar seus livros das caixas para consultá-los, e olhar todos os dias para um quarto bagunçado era algo tão agoniante para ela quanto para mim.

A cozinha redimida

Com a graça de Deus, suportamos belos dois meses nessa situação. Nesta semana recebemos os móveis da cozinha, que já foram montados, e hoje passamos pelo cansativo, porém agradável processo de abrir as caixas, tirar os materiais, organizá-los na cozinha, limpar o escritório, redistribuir as estantes e livros, e amontoar as caixas para levá-las ao lixo.

O que eu aprendo com tudo isso? Eis a lista:

1. O casamento envolve abrir mão de elementos que sempre foram comuns a nós. Estar com alguém no matrimônio, é se dispor a compartilhar a vida, e deixar de lado itens que faziam muito sentido na vida de solteiro, mas que agora precisam ser repensados. Quem entra no casamento sem tal disposição, dificilmente conseguirá preservar a união por muito tempo. Isso nos faz pensar sobre o mandamento bíblico de o homem se unir à sua mulher e se tornarem uma só carne. A idéia de união é bem forte, de modo que a forma “solteira” de pensar precisa ser abandonada.

2. Liderar em amor envolve considerar o outro mais do que a si. Efésios 5 e 1 Pedro 3 falam sobre a liderança do homem no casamento, e ambos descrevem um tipo de liderança que ama, respeita, e trata a mulher com dignidade e carinho, considerando-a a parte mais frágil. Em termos práticos, isso significa que as dificuldades surgidas no contexto do casamento não devem ser observadas apenas sob a minha ótica – o que me incomoda exclusivamente. É importante que eu perceba como as mesmas questões afetam a minha esposa, a fim de perceber que algumas de minhas reclamações e críticas têm um poder destruidor, em vez de construir qualquer coisa boa no casamento.

3. Alguns problemas dependem de fatores externos para serem resolvidos, e por isso levam tempo. Eu não poderia acusar a minha esposa pelas caixas no escritório. Não poderia levantar irado todos os dias porque estava sem um lugar adequado para os estudos. Precisava compreender a situação, e exercitar a paciência, sem ser preguiçoso. Os passos para a resolução do problema seriam: (1) pesquisar os móveis da cozinha (planejados, modulares, etc); (2) comprar os móveis da cozinha; (3) pesquisar os móveis do escritório; (4) comprar os móveis do escritório e (5) tendo chegado cada parte, reorganizar o espaço a partir da nova realidade. O escritório ainda não foi comprado, mas o problema foi solucionado, pois ao retirar as caixas, conseguimos espaço para colocar algumas prateleiras no escritório, organizar vários livros nelas, além de termos uma bela cozinha, recheada de utensílios. Fazemos o que nos cabe, e aguardamos o que virá de fora.

4. As qualidades necessárias para o altruísmo, a paciência, o amor, são obra da graça. Nada do que foi relatado acima teria acontecido se Jesus não decidisse nos abençoar com amor e paciência. Por isso, mais do que qualquer exercício para solucionar problemas, a oração, leitura bíblica, e vida com Deus é fundamental. Precisamos ter Jesus no centro de nosso casamento.

Quando o meu espaço deixa de ser “meu”, e passa a ser “nosso”, a situação melhora. Quando o “nosso espaço”, passa a ser “o espaço de Jesus”- “um lugar para a glória de Deus” [mesmo com muitas caixas e aparente desordem] – a redenção chegou.